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TECNOLOGIA E GESTÃO, DESIGN

Como a LinkedBy redesenhou a experiência do conferente em uma semana

O desafio da LinkedBy era claro: fazer o app de inventário funcionar de verdade no chão do depósito. Em uma semana, a Evo Systems redesenhou a experiência com base nas necessidades operacionais.

Account login screen ready
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Desafio


Existe uma categoria de problema operacional que raramente aparece em relatórios de gestão: a ferramenta que funciona, mas atrapalha. Não falha o suficiente para gerar chamados nem trava a operação de forma evidente. Ainda assim, cria fricção constante: um clique extra, uma informação difícil de localizar, uma interface que exige esforço de interpretação a cada uso.


Para o conferente de depósito, isso se traduz de forma concreta: leitura prejudicada por fontes pequenas sob iluminação artificial, dificuldade em localizar ações na tela, tempo gasto para encontrar o campo correto. Quando multiplicado pelo volume de SKUs por turno, deixa de ser um detalhe ergonômico e se torna custo operacional invisível.


Era nesse ponto que o app de inventário da LinkedBy se encontrava. Funcionava, mas não ajudava quem dependia dele.


A LinkedBy desenvolve soluções para operações logísticas complexas, como ERP, WMS, roteirização e gestão de frotas. Seu app de inventário é utilizado por conferentes em depósitos de distribuidoras Heineken, onde o contexto impõe exigências claras: iluminação variável, operação em movimento, pressão por tempo e alto volume de SKUs com variações sutis. Um sistema pensado fora desse ambiente não falha por limitação técnica, mas por desalinhamento com o uso real.


A demanda para a Evo Systems foi direta: redesenhar a experiência para que o app acompanhasse a operação.


A análise revelou um conjunto de decisões que, isoladamente, seriam aceitáveis, mas que juntas criavam uma interface pouco legível no contexto de uso.


O header seguia o padrão Android, em azul marinho, sem identidade do cliente. Os cards exibiam apenas código e nome em texto, sem apoio visual, o que, em um cenário com embalagens similares, transferia ao operador a responsabilidade de diferenciar itens. A tipografia era reduzida e o layout denso, sem hierarquia clara. O modal de edição, etapa crítica da contagem, não refletia a lógica operacional na organização dos campos. A ausência de filtro por marca tornava a navegação dependente de rolagem e leitura contínua. Os botões seguiam o padrão do sistema, sem sinalizar prioridade ou consequência.


Tudo isso em conjunto exigia do operador um esforço constante de adaptação, esforço que não contribui para a tarefa.



Transformação_


O redesign foi conduzido em Figma ao longo de uma semana. O ponto de partida não foi a interface, foi o contexto de uso: quem opera o app, em que ambiente, com que pressão de tempo e com que volume de SKUs. Cada decisão de design só entrou no projeto depois de ter uma razão operacional que a justificasse.


  • Identidade visual na tela de login:  A tela de entrada passou a exibir o branding Heineken, logo e paleta verde. Em operações multi-cliente, a identidade visual na entrada elimina ambiguidade sobre qual instância o operador está acessando e posiciona o produto como solução pertencente àquela operação, não como ferramenta genérica.

  • Cards de produto com imagem integrada: Os cards passaram a exibir a fotografia do produto ao lado do código e nome. Em um depósito com variações de embalagem por marca, tamanho e tipo, a imagem funciona como verificação visual imediata. O conferente confirma o produto pelo aspecto antes de ler o código, reduzindo a dependência de memorização e a margem de confusão entre SKUs similares.

  • Filtros por marca no topo da lista:  A barra de filtros segmenta a lista de produtos por fabricante com um toque. Em uma contagem que percorre seções físicas do depósito organizadas por marca, o filtro espelha a lógica do espaço físico na lógica da interface. O conferente não precisa rolar a lista completa para encontrar os produtos da seção onde está.

  • Hierarquia visual nos campos operacionais: O redesign estabeleceu uma ordem de leitura clara: código e nome em destaque no topo do card, seguidos pelos campos de contagem por categoria física, Palete(s), Caixa(s) e Avulso(s), e depois pelos campos de controle, Validade, Lote, Local Estoque e Ruptura. Essa sequência replica a ordem em que o conferente verifica o produto no campo, reduzindo a busca visual a cada registro.

  • Modal de edição reorganizado: O modal de correção de lançamento recebeu organização de campos que reflete a mesma lógica do card principal. Campos agrupados por tipo e botões com distinção visual clara entre confirmar e cancelar, reduzindo o risco de edição no campo errado.

  • Tratamento de estados do sistema: O app passou a exibir mensagens explícitas de confirmação e erro de envio. Em uma operação onde a falha silenciosa, dado registrado localmente mas não sincronizado, pode gerar recontagem ou divergência de inventário, o feedback de estado é garantia de que o operador sabe o que o sistema fez.

  • Histórico de contagens: A tela de histórico passou a registrar data, horário de início, horário de fim e total de itens contados por sessão, viabilizando rastreabilidade operacional básica.



Benefícios_


O redesign não produziu dados de impacto mensuráveis no prazo de uma semana de execução, e seria incorreto afirmar reduções de erro ou ganho de velocidade sem medição estruturada. O que o redesign entrega é a viabilidade de uma operação mais confiável.


Um conferente operando com imagem de produto, filtro por marca e hierarquia visual clara tem condições de fazer a contagem com menos interrupções de fluxo. Uma interface que confirma envio e alerta sobre falha dá ao operador visibilidade sobre o estado do dado que ele registrou. Um histórico de sessões dá à gestão rastreabilidade que o sistema anterior não oferecia. Essas são as condições que o redesign cria: não resultados garantidos, porque resultado depende de operação, treinamento e processo. Mas sem essas condições, os resultados ficam limitados pela interface.


O app está em produção. A LinkedBy tem agora uma ferramenta que trata o trabalho do conferente com a seriedade que a operação exige.



Ferramentas utilizadas_



O projeto foi conduzido em Figma, utilizado como ambiente central para exploração, validação e prototipação das interfaces. Mais do que uma ferramenta de design, o Figma serviu como espaço de colaboração para estruturar decisões com base no contexto operacional, permitindo iterar rapidamente sobre fluxos, hierarquia visual e organização de informação.


A abordagem foi orientada por princípios de UX/UI aplicados ao ambiente real de uso, com foco em legibilidade, redução de esforço cognitivo e alinhamento entre interface e operação de campo. O resultado não dependeu de tecnologia complexa, mas da aplicação rigorosa de design como ferramenta para resolver problemas operacionais.

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